Filtro do amor #3

Cá estou eu para escrever mais uma edição do Filtro do Amor e devo dizer que essa realmente me surpreendeu. Eu já pretendia escrever sobre o assunto, mas o que me levou a trazê-lo essa semana foi uma notícia que vi na semana passada sobre o ator Keanu Reeves estar namorando a atriz trans Jamie Clayton, de “Sense 8”. O que realmente me espantou foram comentários preconceituosos e piadas de mau gosto nos comentários da notícia. Logo após o ocorrido, algumas pessoas alteraram a notícia de maneira a estimular a reflexão sobre o tratamento dado às pessoas trans.

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Depois disso eu pesquisei, e pesquisei e pesquisei. Durante a minha jornada num mundo desconhecido e cheio de mitos e tabus, descobri que –mais uma vez- o preconceito enfrentado pelas pessoas transgênero surge da falta de informação. Então vamos esclarecer dois conceitos muito confundidos por uma galera ai.

Transgênero – é quando a identidade sexual não está de acordo com o seu sexo biológico, ou seja, um indivíduo nasce do sexo masculino, porém se identifica com o sexo feminino e vice-versa. Logo, são feitas cirurgias de troca de sexo e o controle através de hormônios.

Travesti – eles não têm uma única identidade de gênero, têm as duas. Ora se sentem mais masculinos, ora mais femininos, portanto não fazem procedimentos para troca de sexo, não querem anular nenhum dos dois lados.

Nota: muitos dizem que travestis são transexuais pobres. Nem Freud explica tamanha maldade e ignorância. 

Tendo isso em mente, já podemos começar a falar um pouquinho sobre a vida e as dificuldades dos indivíduos transexuais. Essas pessoas já apresentam sinais de que nasceram no corpo errado durante a infância, expressando desejos relacionados ao outro sexo e cabe aos pais e parentes ficarem sempre atentos e dar apoio e liberdade para que a criança possa se comunicar e se expressar. Infelizmente nem todos os pais e familiares fazem isso, o que pode acarretar problemas de auto-estima e depressão – estima-se que 41% dos considerados transgêneros já tentaram suicídio. Ok, a sociedade impõe que o que é certo são dois sexos e duas identidades de gênero: homem e mulher, masculino e feminino; Alguns dizem que tudo isso é “invenção de moda”, “uma aberração”, “coisa de satanás”, será mesmo ? Após tantos anos de evolução no campo da ciência e da diversidade encontrada em todos os cantos do globo, o ser humano continua ignorante e míope? Seriam os preceitos cristãos os únicos culpados por essa massificação do ideal humano, não apenas sobre esse tipo de preconceito, mas sobre todos? Uma boa reflexão para o final de semana.

Mas o cenário vem mudando, ah se vem. A partir do momento que a mesma pauta é questionada várias vezes, quer dizer que algo está para mudar. Nos últimos meses vejo casos de transgêneros se assumindo, como Caitlyn Jenner, e muitos ganhando espaço no mundo da moda, televisão, nas mídias em geral. Isso é prova do quanto foi conquistado e de que a luta por direitos e respeito não tem sido em vão. Porque cá entre nós, sabemos que existe a lei e que todos são iguais perante ela, mas a história mostra que a lei está sempre do lado da minoria privilegiada não é? Acontece que isso não será mais aceito.

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Para ilustrar bem o que eu já disse e a mensagem que quero passar aqui vão alguns vídeos.

Durante minhas pesquisas também descobri sobre a Campanha Nacional “Sou Trans e Quero Dignidade e Respeito”, a proposta é postar vídeos caseiros clamando por dignidade e respeito para esse segmento que se encontra marginalizado por muitas pessoas. No Youtube e na página do Facebook você poderá acompanhar o que essa Campanha pretende e conhecer de perto uma realidade diferente, sob uma perspectiva diferente. Queria citar também o Coletivo Duas Cabeças, que como eles bem dizem é “o Coletivo da Diversidade Sexual e de Gênero Duas Cabeças”  que foi criado por estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora para combater a discriminação. Essa galera se reúne para discutir sobre temas diversos que vão desde a discriminação da comunidade LGBT até o movimento feminista, e estão sempre de portas abertas para receber qualquer pessoa que queira discutir ou bater um papo.

Bem, acho que é isso. Espero ter conseguido esclarecer um pouco sobre o assunto e abrir a mente de muitas pessoas por aí.

Filtre o preconceito, absorva o amor.

P.S: falando de amor, parabéns pelos 4 meses mais apaixonados e felizes da minha vida, meu amor! Obrigada por sempre me surpreender e me fazer a mulher mais feliz desse mundo! Eu te amo mais que todos os infinitos!

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Filtro do amor #2 – Espelho, espelho meu, existe alguém mais bonita do que eu?

Fala, galera! O Filtro do Amor de hoje vai tratar de um tema que vem sendo muito recorrente nos últimos tempos: A Ditadura da beleza. Sim, uma das piores ditaduras, uma que afeta seu psicológico e principalmente sua auto estima. Você muitas vezes não se dá conta de como e quanto ela influencia na sua vida e no seu bem estar, mas se você se identificar com alguma das situações abaixo, você está sendo oprimido pelos padrões estéticos. Então lá vai:

  1. Você sai de casa toda arrumada e se achando linda, mas se você acha que sua amiga ou conhecida está mais bonita que você começa a se colocar para baixo achando que não está tão bonita assim.
  2. Você sempre está insatisfeita com seu corpo, não importa o quanto malhe ou o quanto as pessoas te digam que você está ótima.
  3. Toda vez que você olha no espelho sempre encontra milhares de defeitos, seja no seu corpo ou no seu rosto.
  4. Ah, se você pudesse ser aquela famosa linda, com a vida perfeita, o corpo perfeito, o cabelo perfeito. Afinal, a grama do vizinho é sempre mais verde.

Quero que você perceba que coloquei tudo no feminino para atentar a mais uma situação, essas imposições estéticas são modeladas e feitas por homens e para nós mulheres. Sim, miga, o sistema patriarcal e machista ainda vigente continua querendo nos dizer como devemos nos vestir, quais são as medidas perfeitas para o corpo ideal, como deve se portar, o que deve pensar, o que é ser feminino etc. E é nessa brincadeira que situações como bullying, “gordofobia” e qualquer rejeição e exclusão do que não seja o “bonito” se tornam cotidianas e normais. E o que seria de fato bonito? Beleza não seria algo subjetivo? Não seria algo que mixasse interior com exterior? E se você concorda com essas perguntas, por que ainda assim se submete a esse sistema? Simples, porque você foi criada nele, e assim como demoraram anos para que a ideia de belo fosse “implantada” em você, demorarão anos para que você readquira o que lhe foi roubado já na infância, a liberdade de ser subjetivo, de se achar bonito e se aceitar pelo que é – e consequentemente aceitar o outro.

Peço licença para me aprofundar um pouco mais na questão “gordofobia“, porque acho que é um dos melhores exemplos dessa ditadura. Como a própria palavra diz é o preconceito contra gordos – e não vou utilizar eufemismos para a palavra gordo, porque não é nenhum xingamento, assim como as palavras negro, branco, magro, alto, baixo, também não são. Enfim, você já percebeu que a maioria das lojas não oferecem roupas plus size? E se oferecem são roupas mais senhoris ou simplesmente bem apagadinhas? A mensagem dessas linhas de roupa é basicamente a seguinte: emagreça e entre nos nossos padrões para aí sim poder usar nossas roupas. Existe coisa mais opressiva e ditatorial que isso?

Mas o cenário já está sofrendo mudanças, migas, uma legião de mulheres plus size vem se erguendo e começando um movimento que vem ganhando muita força e notoriedade, confrontando diversas marcas e exigindo sua inclusão no mundo da moda e na sociedade em si. Ensaios fotográficos mostrando a beleza das formas e da diversidade do corpo feminino, vídeos que viralizam na internet criticando abertamente os padrões do mundo da moda, campanhas que põe em pauta a questão da liberdade de se vestir e de usar um biquíni e não ser reprimida por isso. Pois é, amigos, o empoderamento das gordinhas e mulheres como um todo aí! E o movimento ganha volume e voz de muitas pessoas que se conscientizam, se sentem representadas e poderosas para expor seu descontentamento com a Ditadura da Beleza.

Confira alguns desses vídeos e campanhas a seguir:

Esses e outros vídeos você encontra no Catraca, Youtube, Google, em todo lugar! Uhuuul!

Para finalizar eu queria propor a você que está lendo este post que reflita sobre sua real beleza. Pratique esse exercício todos os dias e lembre-se: o que as pessoas pensam de você é problema delas, não seu.

OBS: Gente, olha que amor, o projeto foi aderido pelo blog da Tanise também, então corre lá que ela também vai falar desse assunto!

Filtre o preconceito, absorva o amor. 

Projeto Vida #1

Criei esse projeto para mostrar a diversidade e heterogeneidade dentro da blogosfera. Quando fiz a pesquisa em um grupo de blogueiras e youtubers fiquei abismada não só pelo número de respostas (mais de 200), como pela variedade. Desde blogueiras jornalistas até mesmo meteorologistas. Pode isso, produção? Pode sim!

Se eu contar que o nome do projeto foi inspirado em algo totalmente aleatório vocês não acreditam. Assim que pensei na palavra “projeto” me veio em mente “projeto verão”, que eu acho que todo mundo aqui sabe o que é, certo? Aquela velha (e ilusória) meta de ficar sarado para o verão. Partindo disso eu criei o Projeto Vida, ao contrário do projeto verão, esse é um projeto que construímos por toda vida, a carreira. A maioria das pessoas não trabalha com o que gosta, muitas vezes até odeiam o que fazem. Meu estilo de vida exige amar o que faz e acredito que o de todos que passarão por esse projeto também. Se encontrar e fazer o que ama é uma mistura de sorte com escolhas certas. Espero que você leitor se inspire, aprenda a amar o que faz ou faça o que ame.

O primeiro Projeto Vida será feito de (tambores) Fotógrafas! Não consigo imaginar um ser vivo que não goste de fotografia, sinceramente. A capacidade de captar momentos e emoções é algo, sem dúvidas, lindo. Uma arte!

Hoje quem estará aqui falando e inspirando são essas três meninas aí!                    

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  Nathalia Generoso                       Christiane Delazeri                          Thamyê Baseggio 

OBS: Para conhecer o blog delas basta clicar nos respectivos nomes.

Vamos à entrevista! Eu fiz uma série de perguntas para elas com dúvidas minhas e outras que acho ser as da maioria. Procurei desvendar mitos, expectativas e dificuldades dentro da profissão.

Perfil das entrevistadas:

Nathalia Generoso : 23 anos, Araçatuba, SP. Jornalista, Fotógrafa e Blogueira.

Christiane: 27 anos, Florianópolis, SC. Estudante de Eng. Civil, Fotógrafa e Blogueira.

Thamyê Baseggio: 23 anos, Videira, SC. Publicitária, Fotógrafa e Blogueira.

Perguntas:

O que te levou a fotografia?

Nathalia – Sempre gostei de registrar momentos especiais, então decidi fazer disso uma das minhas profissões. Desde muito nova, minhas fotos eram muito diferenciadas, explorava ângulos novos e os amigos sempre pediam para fotografá-los.

Christiane – Por amor e arte, para soltar a criatividade, sempre gostei de editar fotos, criar designs, logos, e já que queria um trabalho sem horário fixo, então foi perfeito! E as pessoas comentavam, que eu tirava boas fotos, etc.

Thamyê – Sempre fui apaixonada por fotografia. Fui modelo por 7 anos (dos 11 aos 18) e até hoje faço trabalhos fotográficos para algumas marcas. Fotografia sempre esteve muito presente na minha vida. Depois que desisti da carreira de modelo, eu tinha uma coisa certa em mim: não conseguiria deixar a fotografia de lado. Assim, fui me especializando cada vez mais, comprei minha câmera e fazia ensaios com minhas amigas e primas para treinar ângulos, ideias e iluminação. Antes eu era fotografada, hoje eu fotografo e meu amor pela fotografia dobrou.

Jú –  Quais são seus fotógrafos preferidos?

Nathalia – Adoro o Sebastião Salgado, claro haha, mas também amo a história do Robert Capa. Também gosto muito das fotos “selvagens” da Yelena Yemchuk.

Christiane – Eu não sei muitos nomes, mas alguns nunca esqueço, sou muito fã do Clicio Barroso.

Thamyê – Tem 2 pessoas que eu levo como referências, ambas de Florianópolis. Junior Luz é mais do que fotógrafo, é artista. Especialista em ensaios, faz uma sessão de tirar mais o fôlego do que outra. Tive o prazer de conhecer ele na Semana da Fotografia de Balneário Camboriú em 2014 e minha admiração pelo trabalho dele só cresce. E outra inspiração para mim, é Milena Reinert. Nunca vi alguém fotografar casamentos melhor do que ela. Eu não sei nada sobre meu futuro, mas uma coisa é certa: ela vai fotografar meu casamento (risos). O olhar que ela tem para uma cena tão comum, é de brilhar os olhos.

–  Quais mitos ou tabus giram em torno da sua profissão?

Nathalia – As pessoas, inclusive da minha família, acham que fotografia não é profissão, é que coisa de gente atoa e que nunca ganharemos dinheiro suficiente, pois “qualquer um” pode tirar fotos.

Christiane – Que bons equipamentos fazem uma foto maravilhosa. Não, quem faz a foto é o fotógrafo, claro que não podemos generalizar. Mas eu tenho um equipamento kit com lente kit, t3, super simples, e mesmo assim consigo resultados que pessoas com equipamentos melhores não conseguem. Então, a fotografia depende do fotógrafo e não do equipamento!

Thamyê – Uma das coisas que mais me incomoda, principalmente porque estou no começo da profissão, é que muitas pessoas acham que ser fotógrafo não é profissão, é hobby. Pela fotografia, na maior das vezes ser apenas lazer, acreditam que ser fotógrafo também não é ter um emprego de verdade.

–  O que você mais gosta de fotografar? Por que?

Nathalia – Pessoas. Acho interessante registrar a essência de cada um, pois ninguém é igual a ninguém e adoro quando essas características (mais da personalidade do que do físico) aparecem na fotografia. A essência humana, é uma coisa linda que precisa ser mostrada.

Christiane – Gosto de fotografar pessoas, não gosto muito de fotografar paisagens. Gosto de captar a emoção, o melhor ângulo da pessoa, suas ânsias, suas motivações, seus jeitos, sua beleza interior e exterior.

Thamyê – Eventos no geral e gente, muita gente! Muitos sorrisos, muitas emoções! Nunca tive interesse em fotografar paisagens, produtos, animais ou esportes. Sempre gostei de “gente como a gente”, de emoção, de sorrisos, lágrimas e surpresas.

–  Quais são suas expectativas quanto ao futuro? Pretende continuar fotografando?

Nathalia – Pretendo sim, quero trocar de equipamento e pretendo viajar o mundo, registrar tudo e compartilhar no meu blog.

Christiane – Sou iniciante na fotografia, e realmente não está fácil, mas é um trabalho secundário para mim, que faço por amor, e não por dinheiro. E quando fazemos por amor as coisas tendem a dar certo, sem muito esforço, demora, mas uma hora talvez…

Thamyê – Com certeza pretendo continuar trabalhando com fotografia. O maior prazer que eu tenho é sentar e olhar as fotos de uma sessão ou de um evento e ver que consegui registrar todas as emoções daquele dia. Espero abrir meu próprio estúdio também.

– O que mais te perguntam quando fala que é fotógrafa?

Nathalia – Que tipos de fotos eu faço e se dá dinheiro ahaha.

Christiane – Geralmente se eu posso fotografar a pessoa em questão, familiares, etc.

Thamyê – Acredito que nenhum fotógrafo goste da pergunta “Que foto linda! Que câmera você usa?” Não por falar o modelo, a marca… Mas é decepcionante a pessoa acreditar que você só conseguiu registrar um momento lindo, porque tem uma câmera profissional. Sempre digo que eu trabalho com o coração, os olhos, a alma e um dedo. O resto, a gente dá um jeito…

– Trocaria a fotografia por outra profissão?

Nathalia – Provavelmente não. Até porque você pode ser qualquer coisa e ainda continuar com a fotografia, né? Adoro trabalhos fora do padrão que não exigem o cumprimento de horário comercial.

Christiane – Sim, engenheira civil! Falta me formar!! 😀

Thamyê – A única coisa que eu amo mais do que fotografar, é ser fotografada! Então, se eu tivesse oportunidade, eu trocaria a profissão de fotógrafa, pela de blogueira. Sou apaixonada pelo meu blog e não meço esforços para que ele cresça cada vez mais. E pensando bem… eu nem estaria tão longe da fotografia né? Só estaria na frente das câmeras, ao invés de estar atrás!

– O que te motivou a entrar na blogosfera?

Nathalia – Desde que me entendo por gente eu tenho páginas na internet: Fotolog, Flogão, MySpace e vários blogs no blogger, esse atual é o mais profissional e que o que eu mais me dediquei e dedico até hoje. Sempre soube que seria jornalista e os blogs tinham tudo a ver comigo.

Christiane – Eu gosto de fazer sites, e tive um blog a uns 10 anos, e resolvi voltar com o blog e canal a alguns meses, acho legal, principalmente gravar vídeos, mas toma tempo. Sempre atualizo o blog, mas em intervalos grandes.

Thamyê – Eu sempre via blogs de moda com aqueles posts prontos e todos iguais, por exemplo: looks do red carped. Look do grammy. Uma coisa sempre pronta. Copia e cola. E eu nunca gostei disso. Me recusava a gastar meu ponto mostrando algo que todo mundo fazia igual… Até que uma vez conheci um blog de uma garota que postava seus próprios looks do dia. Com as roupas dela mesmo, e fiquei encantada. Ela me inspirou muito a criar o meu Mundo de Guria, pois percebi que nem todo mundo tem interesse em ver os looks do Grammy, mas talvez tenham interesse em saber como usar uma yellow boot por exemplo!

– No seu blog você fala sobre sua profissão ou dá dicas de fotografia?

Nathalia – Eu falo mais sobre moda, beleza, saúde, dicas de mulher, cultura, etc… Não dou muitas dicas de fotografia, até porque não me sinto muito segura para isso, e não sei se é do interesse do meu público, sabe? De qualquer maneira, vale fazer um teste né?

Christiane – No meu blog eu falo sobre o mundo feminino, dicas de alimentação, beleza, os produtos que amo, produtos que testei, experiências do mundo feminino. E as vezes algo sobre a minha vida e dia a dia.

Thamyê – Falo, mas bem pouco! Um dos projetos que tenho para meu blog, é falar mais sobre fotografia e dar mais dicas sobre isso. Fiz alguns posts sobre isso, mas algo bem superficial. Quem sabe logo eu crie algo mais específico.

– Qual sua opinião sobre o exagero em relação a quantidade e ao conteúdo das fotos postadas nas redes sociais?

Nathalia – Eu acho que só fotos boas deviam ser permitidas, por que a gente é obrigada a ver cada coisa hahaha. Brincadeiras à parte, eu acho que as redes são um ótimo meio de divulgação e, hoje em dia, as pessoas podem ser o que quiser na internet, né? Cabe a cada um filtrar o conteúdo de seu interesse e ser feliz.

Christiane – Acho que as redes sociais estão ai para isso, postar fotos, então não vejo problema. Exceto no instagram que se alguém postar demais e for algo que não me interesse muito, deixarei de seguir.

Thamyê – Não tenho muita “moral” para falar sobre isso, levando em conta que eu posto de 1 a 3 fotos por dia em redes sociais. Sou da opinião de “quem não é visto, não é lembrado”. E além de tudo, eu produzo muito conteúdo como blogueira. Se não tem post novo no blog no dia, com certeza tem vídeo novo no canal. Gosto de novidade. De mostrar coisas novas e claro: de ser vista e lembrada.

– Quanto, em média, é o salário de um fotógrafo?

Nathalia – Isso varia de região para região. Já vi fotógrafos cobrarem R$ 15 mil para fazer uma campanha na capital, mas já vi gente cobrando menos de mil reais para fazer um mega evento no interior.

Christiane – Olha, acho que é uma das profissões que mais podemos ter salários com uma amplitude de diferença muito grande.  Mas a média gira em torno de R$ 2,5 para quem trabalha em tempo integral com a profissão.

Thamyê – Isso é tão relativo quanto o salário de uma blogueira. Não tem como eu falar: fotógrafo ganha tanto! Depende de muitas coisas, como por exemplo: a região que você mora, a experiência que você tem, os cursos que fez, o equipamento que investiu para traalhar, a edição das fotos que você sabe fazer, a forma com que o produto é entregue ao cliente, o tempo que levou fotografando o evento ou a sessão… Num mês você pode ganhar mil, no outro 100 mil.

– Na sua opinião, quais as dificuldades da profissão?

Nathalia – Hoje em dia tem muita gente que assiste umas aulas no youtube a já acha que é profissional. Não to desvalorizando, tem muita gente boa que nasceu com o dom. Mas tem gente oportunista que cobra “barato” e entrega um material de qualidade mediana. E a maioria dos clientes são leigos, então acabam aceitando qualquer coisa.

Christiane – Financeiras, trabalha-se muito para ganhar pouco, no começo, pois não há reconhecimento, e pouca gente te conhece, por isso precisa ser feito com amor, se não, a pessoa logo desiste.

Thamyê – Uma coisa que eu fico muito chateada de ver, é que qualquer pessoa que compra uma câmera semi-profissional, sai por aí fotografando e se acha profissional sem ao menos ter feito uma especialização, um curso básico, estudado o mínimo. Colocam a câmera no automático e se jogam oferecendo book a preço de banana. Isso desvaloriza muito o mercado dos profissionais de valores de verdade!

– Qual recado você deixa para o leitor que se interessa em fotografar?

Nathalia – Vai em frente e se joga se essa for a sua verdadeira paixão, seja por hobby ou profissão. Estude bastante, treine muito, invista em equipamento de qualidade, crie um portfólio com suas melhores fotos e cai no mundo! 😛

Christiane – Que deve-se dedicar com amor, se você ama isso, é um mundo fantástico, um trabalho divertido, sem a rotina dos trabalhos usuais. E é recompensador!

Thamyê – Se você realmente ama isso, está disposto a sacrificar finais de semana, noites de sono e rotina tranquila (levando em conta que 90% dos eventos acontecem em finais de semana e geralmente à noite), estude, se dedique, se especialize e depois sim: se jogue! É uma delícia.

Por fim, eu pedi que elas escolhessem suas três fotos preferidas – tarefa bem difícil para elas. Confiram um pouco do trabalha maravilhoso das três!

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 Fotos de Nathalia Generoso

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                                                     Fotos de Christiane Delazeri

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                                                      Fotos de Thamyê Baseggio

Enfim, o quadro de hoje termina com essas imagens lindas e com uma satisfação enorme por ter conseguido realizar esse trabalho. Espero muito que vocês tenham gostado. Deixem nos comentários o que acharam e o que querem ver no próximo quadro do Projeto Vida.

P.S: Flw, vlw.

Feminista sim!

Fala galera! Hoje trouxe um tema mais sério para discutir aqui. Feminismo. Vamos começar com o conceito, porque acho que muitos não sabem ou confundem o significado dessa palavra tabu e bem discriminada. Muitos são contra o feminismo sem saber o que é. Muitos até opinam sobre o assunto sendo ignorantes do mesmo (não estou dizendo aqui que sou uma expert, mas tive aulas sobre relações de gênero esse período e me sinto mais confortável para falar sobre isso). Mas vamos ao conceito:

Feminismo é um movimento que clama por igualdade, pelo fim do sistema opressor machista que privilegia os homens e foi criado pelos homens. Veja bem, feminismo não é o oposto de machismo. Machismo é um sistema de dominação, enquanto que o movimento feminista busca apenas a igualdade de gêneros. Entendido?

Pois bem, é visível e triste que ainda há a repressão da sexualidade da mulher, do seu livre arbítrio e discriminação no mercado de trabalho (entre muitas outras questões), claro. Mas, queria mostrar nesse post as mudanças dentro da publicidade em relação às mulheres, nossa representatividade na mídia, nossa voz começando a ecoar nos ouvidos dos muitos telespectadores.

O primeiro vídeo não é publicitário, mas não deixa de ser uma inspiração. Emma Watson, a Hermione Granger, no dia 21 de setembro de 2014 acrescentou a sua lista de conquistas um cargo na ONU como Embaixadora das Mulheres e fez um discurso que, particularmente, me arrepiou.

A ONU também mostrou um fato absurdo através de uma campanha genial. Nela é mostrado o que aparece no campo de busca quando se é digitado frases com a palavra mulher. Chocante, revoltante e triste.

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(mulheres precisam: ser colocadas em seu lugar/ saber seu lugar/ ser controladas/ ser disciplinadas)

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(mulheres deveriam: ficar em casa/ ser escravas / ficar na cozinha / não falar na igreja)

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(mulheres não: sabem dirigir / não podem ser pastoras / não são confiáveis / não podem falar na igreja)

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(mulheres não deveriam: ter direitos/ votar / trabalhar)

Na sequência tem esse vídeo engraçado e que trata da liberdade de expressão da mulher.

Tenho que admitir que essa propaganda da Always, dentre todas as outras, me arrepiou mais.

Foi criada também a cerveja feminista, quem aí soube disso? Pois é, as fundadoras Maria Guimarães, Thais Fabris e Larissa Vaz, criaram o produto objetivando confrontar as propagandas de cerveja que vinculam corpos femininos à bebida, não só rebaixando a mulher como a tratando como objeto. A cerveja feminista busca trazer para mesa do bar a discussão da exposição da mulher na publicidade. Uma baita sacada!

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Por último, quero compartilhar com vocês um projeto fotográfico falando as razões de muitas pessoas para serem feministas. E espero que tenha contribuído para quebrar um pouquinho do tabu que gira em torno dessa palavra.

https://marchadasvadiasdf.wordpress.com/campanha-fotografica-feminista-por-que/

Feminista sim!

P.S: Vlw, flw.